GHG Protocol - Protocolo de Gases do Efeito Estufa (GEE)
Protocolo de Gases do Efeito Estufa chega ao Brasil (abril 2007)
Ferramenta ajudará empresas brasileiras a controlarem suas emissões de gases de forma
sustentável
O GHG Protocol está sendo trazido ao Brasil pelo CEBDS em parceria com a Fundação
Getúlio Vargas. Desenvolvida pelo World Business Council on Sustainable Development
(WBCSD) e o WRI. É a ferramenta de medição mais utilizada mundialmente por empresas
e governos na identificação e gerenciamento de suas emissões dos gases de efeito estufa.
Essa ferramenta vem ao encontro da necessidade das empresas, devido à tomada de
consciência recente sobre a real dimensão das mudanças climáticas perceptíveis em
todo o mundo. Permite às empresas criarem uma estratégia consistente para o
gerenciamento de suas emissões de gases de efeito estufa, causadores das mudanças
climáticas globais. A ferramenta é útil para todos os setores da economia, e será
adaptada à realidade brasileira.
Governos de diversos países estão tomando medidas para reduzirem as emissões
de gases de efeito estufa (GEE), através de políticas nacionais, que incluem a
apresentação de programas de troca de emissões de gás, programas voluntários,
impostos sobre carbono ou energia, bem como a regulamentação das normas de eficiência
energética e de emissão de GEE. O resultado destes programas é conseguir que as
empresas compreendam e possam gerir convenientemente os seus riscos de GEE, se quiserem
garantir o seu sucesso, a longo do tempo, num ambiente de negócio competitivo,
preparando-se assim para futuras políticas climáticas, nacionais ou regionais.
Um inventário de GEE global, bem estruturado e gerido, pode servir vários objetivos
de negócio, tais como:
• Gestão de riscos e a identificação de oportunidades de redução de GEE;
• Relatórios públicos e participação em programas voluntários de GEE;
• Participação em programas compulsórios;
• Participação em mercados de créditos de carbono; e
• Reconhecimento de uma iniciativa voluntaria antecipada.
A norma GHG Protocol pode ser aplicada à todas as organizações, cujas operações contribuam para o
aumento das emissões de GEE.
São Paulo pode ter metas de emissão de CO2 na indústria (abril 2008)
O secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano, divulgou ontem
o primeiro inventário sobre as emissões dióxido de carbono (CO2) do Estado. De acordo
com o levantamento, os maiores emissores são cinco: uma siderúrgica, três refinarias
e uma petroquímica. "Esses segmentos respondem por 60% das emissões do CO2." O
secretário prometeu para os próximos dias a divulgação dos nomes das empresas que
participaram do inventário e o porcentual de emissões. Na revisão do licenciamento
ambiental ou na concessão de novos, o governo poderá fixar metas de redução de CO2.
São Paulo responde por 31% (US$ 250 milhões) do PIB do Brasil, abriga população de
40 milhões de pessoas e, por suas estradas e vias, circulam 16 milhões de veículos.
Graziano informou que foram selecionadas 371 indústrias do Estado com maior potencial
emissor. Dessas, 329 forneceram voluntariamente as informações, que foram submetidas
aos critérios estabelecidos pelo IPCC.
De acordo com o secretário, do total de CO2 liberado pela indústria, 51% (19,5 milhões
de toneladas/ano) resultam da produção industrial e 49% (18,5 Mt/ano), da queima de
combustível durante esse processo. A emissão de gás nos setores de transporte
(43 milhões/t CO2) já ultrapassa a da indústria (38 milhões/t CO2). Em 2006,
estima-se que 38 milhões de toneladas de dióxido de carbono foram liberadas em
São Paulo. Por área industrial, é a seguinte a emissão da indústria paulista:
aço e ferro-gusa, 14,68%; petroquímica, 9,60%; minerais não-metálicos, 6,59%;
química, 3,18%, papel e celulose, 2,29%; alimentos, 0,71%; ferro ligas, 0,67%;
têxtil 0,26%; outros 0,03%.
Como reflexo da crescente frota de carros com motores flex, o etanol responde por
77% das emissões e os combustíveis fósseis, por 23%. De acordo com as autoridades
paulistas, as emissões resultantes do uso de etanol são um bom indicador, à medida
que a cana é responsável pela absorção de parte considerável do gás emitido. Conforme
o levantamento, o uso de combustível de fonte renovável (etanol) em substituição ao
fóssil evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de CO2 no Estado.