Usina de Biodiesel
- A fabricação de biodiesel a partir de
pequenas usinas favorece a auto-suficiência de empresas de
transporte de cargas e passageiros e apresenta ótima
oportunidade para o setor agrícola na movimentação de suas
máquinas.
A Ecosfera 21 atua em parceria com empresa
detentora de tecnologia na fabricação de biodiesel via
processo de transesterificação, na rota etílica ou metílica.
Podem ser utilizados óleos vegetais de diversas origens. A
unidade padrão tem capacidade de produção de 2.000
litros/dia. O produto atende plenamente a especificação da
ANP. Poderá ser utilizado óleo de fritura na proporção de
até 20%.
Atividades: Planejamento, projeto e
implantação da usina. Assistência técnica e treinamento.
Avaliação dos impactos ambientais.
Organização da cadeia produtiva
- A distribuição compulsória do
biodiesel B2 criará um mercado anual da ordem de um bilhão
de litros de biodiesel B100. Torna-se necessário a
organização desta cadeia produtiva, tanto para abastecer
este mercado e outros que irão surgir, como o de exportação
por exemplo.
Os atores responsáveis pelo cultivo das
oleaginosas, extração dos óleos vegetais, fabricação do
biodiesel, logística de distribuição e revenda do biodiesel
deverão estar bem organizados e alinhados. O setor público
deverá estar atento para os incentivos fiscais à
agricultura, principalmente para o modelo familiar, nos
investimentos de infra-estrutura e na pesquisa de novas
variedades e cultivares de oleaginosas. Vale destacar a
importância da comercialização dos seus co-produtos para
manter-se competitiva, a exemplo da torta obtida na extração
do óleo vegetal e da glicerina oriunda da
transesterificação. Por fim deve ser pensada de maneira
ampla e integrada, respeitando-se os aspectos econômicos,
ambientais e sociais de cada região do país.
Atividades: Planejamento e organização da
cadeia produtiva local. Avaliação e monitoramento dos
impactos: ambientais, sociais e econômicos.
Biodiesel em frotas cativas
- A utilização do biodiesel (B20) em frotas cativas e no
transporte público, resulta na melhoria da qualidade do ar
respirado pelos seus usuários e pela população em geral. São
considerados os aspectos ambientais, sociais e de mercado.
Um exemplo importante foi o da utilização de
biodiesel na frota de transporte coletivo da cidade de
Curitiba. Neste caso o biodiesel foi misturado ao diesel
convencional na proporção de 20% (B20), com o objetivo de
avaliar a sua eficiência na redução da poluição. Utizou-se
uma frota de 20 ônibus de diferentes marcas durante três
meses consecutivos. Estes apresentaram uma redução de fumaça
em torno de 35%. Na pesquisa de opinião pública, os usuários
responderam a um questionário: mais de 50% disseram que a
poluição do ar e o mau cheiro haviam diminuído nos terminais
de ônibus. O biodiesel apresenta um grande potencial de
utilização no transporte público e também no transporte de
cargas, pois contribui favoravelmente para o meio ambiente e
para a qualidade de vida da população.
Atividades: Planejamento e implantação,
monitoramento, avaliação dos impactos positivos: ambientais,
sociais e econômicos. Elaboração de projeto de carbono
com base no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL,
utilizando metodologia "Gold Standard".
O biodiesel pode substituir o diesel mineral com grandes
vantagens econômicas, ambientais e sociais para o Brasil,
que reúne condições de liderar a produção mundial deste
combustível. A potencialidade brasileira para a produção de
biomassa para fins alimentares, químicos e energéticos, é
estabelecida pela sua imensa extensão territorial, associada
às excelentes condições de solo, clima, água e insolação.
O biodiesel reduz consideravelmente as emissões de gás
carbônico e fumaça e praticamente elimina as emissões de
óxido de enxofre quando comparado com o diesel mineral. Pode
ser usado em qualquer motor de ciclo diesel, com pouca ou
nenhuma necessidade de adaptação. A sua produção é
estratégica para o Brasil e pode significar uma revolução no
campo, gerando emprego, renda e desenvolvimento para todo o
país. A transesterificação é processo mais utilizado
para a produção de biodiesel. Trata-se da reação química dos
óleos vegetais ou gorduras animais com o etanol ou o
metanol, estimulada por um catalisador. Resulta então o
biodiesel e a glicerina, com várias aplicações na indústria
química. A cadeia produtiva do biodiesel gera outro
importante co-produto além da glicerina, a torta (farelo)
que agrega valor aos fabricantes de óleos e pode constituir
fonte de renda extra para os pequenos agricultores quando
organizados em associações ou cooperativas.
Soja
A
soja tem origem no leste asiático. Foi introduzida no Rio
Grande do Sul em sucessão ao trigo na década de 1960. O
Brasil encontra-se entre os principais produtores mundiais.
Apesar de ter mais proteína que óleo, a soja tem grande
importância no esforço de produção de biodiesel, uma vez que
já se dispõe de uma oferta muito grande do óleo. Quase a
totalidade da produção de óleo no Brasil provem dessa
leguminosa.
Amendoim
O amendoim foi
banido pela soja a partir da década de 1960. Por ter mais
óleo que proteína, poderá voltar a ser cultivado em larga
escala, para atender este novo mercado energético baseado
nos óleos vegetais. Trata-se de uma cultura totalmente
mecanizável, produz também farelo de excelente qualidade
nutricional para rações e para
alimentos.
Girassol
O Girassol é uma
planta originária das Américas. A sua cultura tem grande
importância no mundo, devido a excelente qualidade do óleo
comestível que se extrai de sua semente. É um cultivo
econômico, rústico e que não requer maquinário
especializado. Se adapta perfeitamente a condições de solo e
clima pouco favoráveis. O cultivo do girassol promove uma
considerável reciclagem de nutrientes, além da matéria
orgânica deixada no solo e é recomendado para rotação de
culturas.
Babaçu
O coco de babaçu,
possui pouco óleo, desta maneira não pode ser considerada
uma espécie oleaginosa. No entanto, considerando os 17
milhões de hectares de florestas onde predomina a palmeira
do babaçu, e as possibilidades de aproveitamento integral do
coco, o babaçu constitui, potencialmente, uma extraordinária
matéria prima para a produção de óleo, desde que sejam
aproveitados os seus constituintes. Sua principal ocorrência
está localizada nos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e
parte de Goiás.
Dendê
No sul do Pará, a
agricultura do dendê apresenta-se como a mais importantes
sob o ponto de vista de produção de óleo. Sua produtividade
pode chegar a 5.000 kg de óleo por hectare/ano. É uma
cultura perene, o retorno do investimento começa depois de 5
anos a partir do plantio. Pode-se obter ótimos resultados
ambientais e sociais com o reflorestamento de áreas
desmatadas da Amazônia.
Mamona
A mamona
constitui, no momento, a cultura de sequeiro mais rentável
entre as grandes culturas, em certas áreas do semi-árido
nordestino. A produtividade média é de 1.000 kg por ano de
baga de mamona por hectare. O cultivo desta oleaginosa tem
extraordinária importância sob os pontos de vista econômico,
social e ambiental para a região
Nordeste.
Pinhão-manso
Atualmente, o
pinhão-manso é encontrado em quase todas as regiões
intertropicais, estendendo-se sua ocorrência à América
Central, Índia, Filipinas e Timor, até mesmo às zonas
temperadas, em menor proporção. Seu fruto é rico em óleo. No
Brasil, ocorre praticamente em todas as regiões sobretudo
nos estados do Nordeste, em Goiás e Minas Gerais. É
considerado uma das mais promissoras
oleaginosas.